Os Erros Estratégicos Cometidos Pela Área Jurídica do Governo Bolsonaro

por paulo eneas
O Crítica Nacional já vem afirmando com bastante convicção que o estado de exceção que vem sendo implantado no país pela área jurídica do nosso deep state é resultado, também em parte, do erro de estratégia do próprio governo, cujos conselheiros jurídicos são medíocres e despreparados técnica e politicamente para os embates que sabíamos que iriam marcar todo o Governo Bolsonaro.

Em entrevista concedida ao Crítica Nacional no início de junho, cuja íntegra pode ser vista nesse link aqui, o Dr. Renato Gomes discorreu sobre esse tema. Um trecho relevante da entrevista pode ser visto no segmento de vídeo abaixo.


2 COMENTÁRIOS

  1. As Pastas Jurídicas do Governo Bolsonaro foram loteadas por ele mesmo com esquerdistas.

    Não foi por falta de aviso que ele fez uma escolha ruim para a PGR. O André Mendonça na AGU e agora no MJ é um erro menos comentado mas que se mostrou até pior que Aras na PGR.

    Quanto a Sérgio Moro, sempre fui contra ele vir para o Governo e entrei na campanha para ele ser vice de Bolsonaro apenas para não o ver no STF.

    Por conta desses reiterados erros e do fatídico 10/06/2020, quando vimos AGU e PGR novamente defendendo a aberração jurídica persecutória de forma covarde e Bolsonaro criando um Ministério para comprar Sílvio Santos, não tenho mais como considerar o Governo Bolsonaro como de centro-direita, pois decaiu para o centro.

    E é vergonhoso ter visto Raquel Dodge e Marco Aurélio Mello mostrando uma postura firme de defesa das Instituições enquanto Bolsonaro só se mostra corajoso escondido numa sala e, fora dela, não tem coragem nem para regulamentar o porte de arma de fogo dos atiradores desportistas já previsto em Lei e dependendo apenas dele.

    Votei em Bolsonaro em 2018, continuo apoiando do Governo (até porque centro é melhor que esquerda) e votarei nele novamente em 2022. Mas não vou fazer vista grossa para posturas covardes.

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