Anvisa Autoriza Mudanças em Teste da Vacina de Oxford

por camila abdo
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta segunda-feira (10/08) mudanças no protocolo do teste com a chamada Vacina de Oxford. A alteração é a aplicação de uma dose de reforço, totalizando duas doses em vez de uma, como originalmente havia sido proposto. Estudos indicarem que a aplicação de duas doses pode produzir resultados mais efetivos na imunização.

O governo brasileiro celebrou um acordo com os agentes responsáveis para que o Brasil tenha preferência na aquisição de insumos e da transferência de tecnologia. O acerto inclui a pré-compra de insumos para 30 milhões de doses em dezembro e o repasse de tecnologia para a fabricação no país de mais 70 milhões de doses ao longo do ano de 2021.

Desenvolvida pela Universidade de Oxford, a vacina foi elaborada através da plataforma tecnológica de vírus não replicante (a partir do adenovírus de chimpanzé, obtém-se um adenovírus geneticamente modificado, por meio da inserção do gene que codifica a proteína S do vírus SARS-COV-2, do novo coronavírus).

De acordo com o governo, embora seja baseada em uma nova tecnologia, esta plataforma já foi testada anteriormente para outras doenças, como, por exemplo, nos surtos de ebola e Mers, síndrome respiratória do Oriente Médio causada por outro tipo de coronavírus.

A plataforma empregada é semelhante a outras plataformas da Bio-Manguinhos/Fiocruz, o que facilita a sua implantação em tempo reduzido. A vacina está na Fase 3 dos ensaios clínicos, que é a última etapa de testes em seres humanos para determinar a segurança e eficácia. Com informações da Agência Brasil.


 

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